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Pais e filhos:
encantadores de corações!!!
Uma das principais dificuldades das famílias de hoje é como obter o respeito e impor uma sadia autoridade sobre os filhos. Esta é uma questão essencial que toca na ferida dos pais e educadores pós-modernos. Pessoas e profissionais que sentem na pele o desafio de lidar com uma geração questionadora e, muitas vezes, afoita e sem limites. Uma geração que é fruto de uma sociedade que confundiu liberdade com desrespeito, direito com libertinagem e criticidade com ofensas pessoais.
Diante desta realidade, muitos pais se veem perdidos na tarefa de educar e impor os limites necessários para o amadurecimento dos seus amados filhos. Assim como os jovens, os pais também se sentem confusos entre “o educar e o liberar geral”, entre “os limites apropriados para a idade e o autoritarismo paternal”. Oscilam entre ceder aos “caprichos” de seus filhos e educá-los com “mãos de ferro”.
Alguns estudiosos do assunto acreditam que a melhor forma de educar os nossos filhos nos dias de hoje seja utilizando duas grandes virtudes: a PRUDÊNCIA e a PERSEVERANÇA. Prudência para discernirmos quando “dizer sim e quando dizer não”, sem titubear em nossas decisões. E perseverança para não desistirmos de lutar por um “amor-educativo”, mesmo quando as dificuldades e os desafios quiserem nos roubar a esperança.
Por isso, acredito que uma das maneiras de conseguirmos êxito nessa árdua tarefa de “educar-amando e amar-educando”, seja despertar em nossos filhos o encantamento por quem somos e o que fazemos. Somente quando nos tornamos capazes de encantar as pessoas é que obtemos delas o respeito e admiração para ouvir e seguir os nossos conselhos. E isso não é diferente com os nossos filhos... Aliás, eles deveriam ser as primeiras pessoas a serem cativadas pela nossa capacidade de encantar, pois elas vieram ao mundo como fruto do nosso “en-cantado” amor conjugal.
Sei que muitas vezes não acreditamos que sejamos capazes de tal proeza ou que não seja necessário despertar neles o encantamento, porque, afinal de contas, já são nossos filhos. E esses são dois grandes enganos que podem comprometer a nossa felicidade familiar.
É justamente por serem nossos filhos, morarmos juntos e partilharmos a vida que precisamos fortalecer os nossos vínculos afetivos. E esses vínculos se entrelaçam cada vez mais pela intimidade e pela profunda amizade de corações que querem ser “mais do que pais e filhos”, tornam-se “encantadores de corações”.
Como é bonito a palavra encantar... Como é feliz uma família que descobriu que o encantamento recíproco é a mola mestra da felicidade de um lar. Como é maravilhoso a experiência de sermos encantados e encantadores dos nossos próprios filhos. Como é fantástica a arte de amar e ser amado!!!
Prof. Dieikson de Carvalho
Pastoral da Comunicação