A Pedro, Jesus entregou as chaves do Reino dos Céus. Sobre ele (e seus sucessores) edificou a Igreja, prometendo que as forças do inferno jamais a venceriam, e que tudo o que ele ligasse na terra seria também ligado no Céu. Há vinte séculos a História confirma essa verdade. Pedro e seus sucessores são a Cabeça visível da Igreja e sua Pedra de unidade, para manter a ordem e preservação da doutrina deixada por Cristo.
Logo no primeiro encontro que Jesus teve com Simão, olhou fixo em seus olhos e mudou seu nome para Pedro. Para os judeus, isso era o indicativo de uma missão sagrada. “Tu és Pedro, serás chamado Kephas”. Nem mesmo a tríplice negação de Pedro no dia de sua prisão fez Jesus retirar daquele apóstolo o Primado na Igreja. Por isso, os homens também não ousam fazê-lo.
Nenhum dos 265 Papas que a Igreja já teve assumiu o nome de Pedro. Nunca houve o Pedro II. Na verdade, cada um deles representa o mesmo Pedro. Nós o chamamos de Bento XVI, mas Jesus continua a chamá-lo de Pedro: “Tu és Pedro, e sobre ti edificarei Minha Igreja”.
Desde o início, os demais Apóstolos entenderam a missão especial de Pedro, conferida a ele por Jesus, e o respeitaram. Um fato bastante representativo foi o que aconteceu no dia de Pentecostes. Pedro foi quem tomou a palavra para falar ao povo: “Pedro, de pé com os onze, ergueu a voz e assim lhes falou: ‘Homens da Judéia, e habitantes todos de Jerusalém...’” (At 2,14 s). Três mil se converteram na ocasião.
São Pedro foi martirizado em Roma. As escavações realizadas sob a basílica do Vaticano nos últimos decênios, bem como os escritores antigos, confirmam. Os arqueólogos descobriram um túmulo cristão sob a basílica vaticana. Foram encontradas, junto a esse túmulo, numerosas inscrições a carvão, fazendo menção ao Apóstolo Pedro.
Pedro morreu, no ano 67, em Roma, na perseguição de Nero, crucificado de cabeça para baixo, segundo o testemunho de Eusébio de Cesaréia (†300). É por tudo isso que o bom povo católico invoca S. Pedro para obter as graças necessárias. Junto de Deus, ele intercede sem cessar pelos filhos da Igreja.
Prof. Felipe Aquino